Notícia
Analistas veem 2013 com baixa volatilidade
O ano de 2013 será marcado pela estabilização da economia global e a baixa volatilidade dos mercados financeiros, segundo economistas e estrategistas de Deutsche Bank e UBS. Em relatórios, as duas instituições financeiras afirmaram que, apesar de haver riscos a esse cenário central, não há grandes motivos para esperar alta instabilidade no curto prazo.
O UBS avalia que a volatilidade dos mercados de ações, renda fixa e câmbio já está em queda ou em níveis historicamente baixos. Tanto o índice VIX, que mede a volatilidade implícita no S&P 500, quanto a volatilidade sinalizada pelo câmbio (considerando euro contra dólar), já estão nos patamares pré-crise. O Merrill Lynch Option Volatility Index (MOVE), que mede a volatilidade implícita nos Treasuries americanos, também está muito próximo da média de longo prazo. Esses dados, segundo os estrategistas Stephane Deo e Ramin Nakisa, evidenciam que os investidores estão indicando, com suas operações, expectativas de níveis baixos de instabilidade.
O cenário de menor volatilidade observado nas últimas semanas deverá ser mantido no curto prazo, sendo riscos à estabilidade a negociação fiscal nos EUA e um pedido de resgate da Espanha ao BCE. Ainda assim, o UBS diz acreditar que tais eventos não iriam causar uma desestruturação econômica, devendo resultar apenas em picos pontuais de volatilidade.
Para o Deutsche, o ano de 2013 marcará o nascimento da era pós-crise. Apesar de alguns problemas estruturais de longo prazo ainda não terem sido resolvidos, como os altos níveis de dívida dos países desenvolvidos e os desequilibrados modelos de crescimento de economias emergentes, este deverá ser o ano da estabilização. Assim como o UBS, o Deutsche afirma que os potenciais riscos de instabilidade, como as eleições italianas e a negociação do teto da dívida nos EUA, não deverão causar níveis de turbulência financeira tão altos quanto os observados nos últimos anos.
A recuperação econômica global gradual e a estabilidade financeira, contudo, não são sinônimos de fim dos problemas na zona do euro. O Deutsche diz que ainda há questões importantes a serem resolvidas na região, como os pedidos de resgate da Espanha e da Itália e as eleições alemãs e italianas.
Fonte: Jornal Valor Econômico
Ficou com alguma dúvida sobre o tema?