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Apesar de recessão, Copom mantém taxa Selic em 11% ao ano
Pela terceira vez, BC deixa a taxa anual em 11% ao ano. Empresários criticam, mas analistas consideram necessário para combater inflação.
Cinco dias depois que o Brasil foi informado da entrada em uma recessão técnica — dois trimestres seguidos de recuo na atividade econômica —, a direção do Banco Central (BC) decidiu manter em 11% ao ano o juro básico.
A taxa Selic serve de referência para todas as demais e, por estar elevada, é apontada como uma das responsáveis pela freada na produção. O Comitê de Política Monetária (Copom) votou por unanimidade a terceira manutenção seguida, após uma sequência de nove altas iniciada em abril do ano passado. Embora fosse esperada pela maioria dos analistas, a decisão foi criticada por empresários.
— A economia brasileira está em recessão, e a manutenção da taxa Selic nesse patamar é um erro — afirmou em nota o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Conforme Steinbruch, a decisão “coloca em risco a situação financeira de empresas e trabalhadores”. O juro alto é um dos motivos do baixo nível de investimentos na iniciativa privada. No segundo trimestre, por exemplo, os investimentos em máquinas para a produção caíram 5,3%.
A Selic é um instrumento usado pelo governo para conter o consumo, uma vez que o crédito — tanto empréstimos em bancos quanto parcelamento em lojas — fica mais caro quando o juro sobe, ou mais barato quando é reduzido. A maioria dos analistas prevê manutenção desse patamar até o final do ano. Só há mais duas reuniões que podem alterar a taxa, uma em 28 e 29 de outubro —depois do segundo turno, marcado para 26 de outubro — e outra em 2 e 3 de dezembro.
FONTE: ZH
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