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Banco Central vê desaceleração da inflação em ata do Copom
O Banco Central expressou satisfação com o progresso nas perspectivas de desaceleração da inflação nos horizontes relevantes para a política monetária, segundo ata do Copom (Comitê de Política Monetária) publicada nesta terça-feira (6).
No entanto, a autoridade monetária repetiu que o corte na taxa básica de juros dependerá de fatores que permitam maior confiança no alcance das metas para a inflação, em particular o alvo de 4,5% em 2017. Além disso, demonstrou preocupação com as incertezas envolvendo as medidas fiscais.
“Não há fator que seja determinante por si só para as decisões de política monetária. Em outras palavras, nenhum dos fatores constitui condição necessária ou suficiente para uma flexibilização das condições monetárias”, acrescentou a ata.
Na semana passada, o BC manteve a Selic em 14,25% ao ano —mesmo patamar há mais de um ano— e abandonou a expressão de que não havia espaço para corte de juros, usada nos últimos meses, levando boa parte do mercado a apostar em possível redução na taxa mais cedo que o anteriormente esperado, em outubro.
Até então, as perspectivas gerais eram de que o movimento de corte viria somente em novembro, último encontro do Copom do ano.
Ao mesmo tempo em que mostrou satisfação com as perspectivas para a inflação, os membros do comitê também demonstraram “preocupação com as expectativas de inflação para 2017” vistas na pesquisa Focus e pelo cenário de mercado, ambas acima do centro da meta de 4,5% pelo IPCA.
Para diminuir os juros, o BC repetiu que deve antes ver avanços em relação à persistência dos efeitos do choque de alimentos na inflação. Também ponderou que componentes do IPCA mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica devem indicar desinflação em velocidade adequada, e que a incerteza sobre os ajustes necessários na economia precisa diminuir, mencionando diretamente as medidas fiscais.
Depois de já ter chamado atenção na semana passada para o fato de índices de preços no atacado indicarem possível arrefecimento do choque de preços de alimentos, com eventual efeito favorável sobre o IPCA, o BC apontou na ata que “é possível que ocorra uma reversão desses preços ao consumidor, diminuindo riscos de efeitos secundários desse choque sobre outros preços na economia.
Fonte: Folha de São Paulo
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