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BC reduz estimativa de deficit externo e de investimento em ação e títulos
A alta do dólar e a recessão econômica devem reduzir em 60% o deficit do Brasil nas suas transações de bens, serviços e rendas com o exterior.
A projeção é do Banco Central, que revisou nesta quarta-feira (23) a estimativa para o deficit externo do país de US$ 41 bilhões (2,6% do PIB) para US$ 25 bilhões (1,6% do PIB). No ano passado, o resultado negativo foi de US$ 58,9 bilhões (3,3% do PIB), o que já representou queda de quase 50% em relação a 2014.
Se a projeção se confirmar, o deficit seria o menor registrado a partir de 2008, quando o país voltou a registrar resultados negativos em transações correntes, tanto em valores nominais como em relação ao PIB. Entre 2003 e 2007, o país registrou superavits.
O principal fator para a mudança foi a redução na projeção de importações de US$ 160 bilhões para US$ 150 bilhões. Com isso, o saldo comercial (diferença entre vendas e compras no comércio exterior) deve ficar em US$ 40 bilhões, ante US$ 30 bilhões da projeção anterior.
Com a redução no movimento comercial, o país deve deixar de gastar US$ 1,5 bilhão com contratação de transporte de mercadorias.
O BC também reduziu em 33% a projeção para o saldo na conta de viagens internacionais. As despesas dos brasileiros no exterior devem superar as receitas com turistas estrangeiros em US$ 6 bilhões, US$ 3 bilhões a menos que a estimativa anterior. A recessão também deve reduzir as remessas de lucros para o exterior.
A estimativa de investimentos diretos em empresas brasileiras foi mantida em US$ 60 bilhões. Os investimentos estrangeiros em ações e títulos públicos foi revisto de US$ 12 bilhões para US$ 4 bilhões.
Fonte: Folha de São Paulo
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