Pular para o conteúdo
Referência Gestão e Risco
← Notícias

Notícia

Bolsa e dólar recuam com volta dos temores de desaceleração global

03 de agosto de 2016 5 min de leitura

Um conjunto de fatores negativos reacendeu os temores de desaceleração da economia global, o que derrubou as Bolsas nesta terça-feira (2).

O pacote de estímulo fiscal anunciado pelo governo japonês foi considerado insuficiente pelo mercado, o que impulsionou o iene ante o dólar.

A moeda americana também perdeu força frente a outras moedas por causa de indicadores de gastos e renda pessoal mistos, que alimentaram as preocupações em relação ao ritmo da economia dos Estados Unidos.

O mercado doméstico seguiu o cenário externo, e a Bolsa e o dólar recuaram. Entretanto, a quinta queda consecutiva dos preços do petróleo impediu uma maior valorização do real.

O petróleo no mercado internacional perdeu valor pela quinta sessão seguida, por causa do excesso de oferta global. O Brent, negociado em Londres, operava em baixa de 0,50%, a US$ 41,93; o petróleo tipo WTI, negociado em Nova York, cedia 0,95%, a US$ 39,68.

BOLSA

O principal índice da Bolsa paulista fechou em baixa de 1,05%, aos 56.162,38 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,1 bilhões.

As ações PN da Petrobras subiram 0,97%, a R$ 11,36, enquanto as ON caíram 1,66%, a R$ 12,97.

Os papéis da Vale subiram 0,75%, a R$ 14,66 (PNA), e 0,50%, a R$ 17,99 (ON). A mineradora assinou acordo com uma subsidiária integral da canadense Silver Wheaton para vender parte adicional do ouro contido em concentrado de cobre produzido na mina de Salobo, no Pará. Pelo negócio, a mineradora deve receber pagamento inicial de US$ 800 milhões em dinheiro.

Itaú Unibanco PN avançou 1,19%, a R$ 33,75, depois de o banco ter divulgado lucro recorrente de R$ 5,575 bilhões no segundo trimestre. O resultado representa uma queda de 9,11% em relação ao mesmo período de 2015, mas ficou acima das expectativas do mercado.

Os demais papéis do setor financeiro caíram: Bradesco PN, -1,23%; Bradesco ON, -1,42%; Banco do Brasil ON, -2,36%; Santander unit, -1,13%; e BM&FBovespa ON, -1,66%.

As ações ON da Cielo 5,65%, a R$ 35,23. A empresa divulgou alta de 13,5% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, a R$ 1 bilhão. O resultado veio em linha com as estimativas de analistas, mas a receita líquida, de R$ 3,069 bilhões, ficou abaixo das projeções.

CÂMBIO E JUROS

O dólar à vista fechou em baixa de 0,13%, a R$ 3,2625, enquanto o dólar comercial caiu 0,18%, a R$ 3,2670, acompanhando o comportamento da moeda americana no exterior.

O real se valorizou mesmo com a queda do petróleo e após o Banco Central ter leiloado pela manhã mais 10.000 contratos de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares, no montante de US$ 500 milhões.

sNo mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 subiu de 13,975% para 13,980%; o contrato de DI para janeiro de 2018 avançou de 12,800% para 12,820%; e o contrato de DI para janeiro de 2021 passou de 11,930% para 12,050%.

“Os juros sobem por aqui com notícias de que o presidente em exercício cedeu na negociação da dívida dos Estados e deve liberar alguns gastos com pessoal das limitações propostas”, escrevem, em relatório, os economistas José Francisco de Lima Gonçalves e Julia Araújo, do Banco Fator.

O CDS (credit default swap) brasileiro, espécie de seguro contra calote e indicador de percepção de risco, caía 0,21%, aos 292,298 pontos.

EXTERIOR

Na Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 terminou a sessão em baixa de 0,64%; o Dow Jones, -0,49%; e o Nasdaq, -0,90%.

As ações de varejistas caíram após a divulgação de dados sobre gastos e renda pessoal em junho. Os gastos aumentaram 0,4%, mais que o esperado por analistas (+0,3%). Entretanto, a alta de 0,2% na renda pessoal ficou abaixo das expectativas (+0,3%). A taxa de poupança recuou para 5,3%, o nível mais baixo desde março de 2015.

O mercado acionário europeu também operou no campo negativo nesta terça-feira, pressionado pelos papéis do setor financeiro. O banco alemão Commerzbank perdeu mais de 9% depois de afirmar que seus lucros vão cair porque as empresas estão pegando menos empréstimos e as taxas de juros negativas estão atingindo sua receita. A saúde dos bancos italianos também preocupa os investidores.

A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,73%; Paris, -1,84%; Frankfurt, -1,80%; Madri, -2,77%; e Milão, -2,76%.

Na Ásia, o índice japonês Nikkei teve queda de 1,47%, antes da divulgação do pacote fiscal do governo.

“Após anunciar na semana passada um pacote de 28 trilhões de ienes (US$ 274 bilhões), o governo japonês afirmou que gastará 4,6 trilhões de ienes (US$ 45 bilhões) até o final do ano fiscal atual, como parte do pacote inicialmente anunciado”, destaca o analista Celson Plácido, da XP Investimentos, em relatório. Segundo Plácido, o mercado se frustrou com o fato de o pacote de estímulos ter para o curto prazo apenas uma parcela do total previsto.

Na China, O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,39%, enquanto o índice de Xangai ganhou 0,59%.

Ficou com alguma dúvida sobre o tema?

Leia também

Notícia

Workshop 2024

No início de 2024 foram realizadas 3 edições do workshop com foco na Nota Técnica SEI nº 296/2023/MP e Relatório Governança TCE.

Ler mais
Notícia

Treinamento PI 2024

Nos dias 06 e 07 de Novembro de 2023, com mais de 200 participantes, foi realizado o treinamento da PI e DPIN 2024.

Ler mais