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Bovespa contraria exterior e sobe 0,58% puxada por Petrobrás
Tanto a Bovespa quanto o dólar contrariaram ontem o movimento dos mercados internacionais, influenciados por fatores domésticos. O exercício dos contratos futuros de Ibovespa e de opções sobre o Ibovespa garantiram dinâmica própria à Bolsa brasileira durante quase todo o pregão. Os papéis da Petrobrás foram destaques de alta, contribuindo de maneira decisiva para que a Bovespa terminasse com avanço de 0,58%/ aos 50.895,92 pontos. Este é o sexto pregão consecutivo de ganhos do Ibovespa, que acumulou valorização de 7,32% no período, No mês, o índice acumula ganho de 5,52%. Petrobrás ON teve alta de 1,77% e Petrobrás PN subiu 3,54%, Vale ON teve ganho de 0,48%, enquanto o papel PNA da mineradora subiu 0,13%.
Em Nova York, prevaleceu a cautela diante de resultados corporativos e das declarações do presidente da unidade de St. Louis do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), James Bullard. Com direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fome, na sigla em inglês), ele disse que, apesar dos receios com o programa de relaxamento monetário do banco central dos EUA, até agora as expectativas de uma inflação maior nao se materializaram. Ele reiterou que o Fed precisa ver mais indicadores do desempenho da economia antes de decidir quando reduzir seu programa de compras de bônus. Com isso, as bolsas norte-americanas caíram: o Dow Jones cedeu 0,73%, aos 15.337,66 pontos, o S&P recuou 0,52%, aos 1,685,39 pontos, e o Nasdaq registrou baixa de 0,41%, aos 3.669,27 pontos.
Já o dólar passou grande parte do dia em alta ante o real, com os investidores testando a disposição do Banco Central em intervir nos negócios. Mas a autoridade monetária apenas monitorou as cotações enquanto as sessões estiveram abertas. Assim, a divisa dos EUA no mercado à vista de balcão subiu 0,61%, para R$ 2,3230. Esta é a maior cotação de fechamento desde 30 de março de 2009, quando o dólar atingiu R$ 2,3310. Com o mercado à vista de balcão e o mercado futuro de moedas já fechados, o BC decidiu anunciar um leilão de swap cambial (equivalente à venda de moeda no mercado futuro), só que para hoje, às 9h30. Na operação, a autoridade monetária vai oferecer 40 mil contratos, em um total de US$ 2 bilhões. Como o anúncio feito ontem já pegou as sessões encerradas, as repercussões no câmbio ficam para hoje.
Na renda fixa, a valorização da moeda americana impulsionou as taxas dos contratos futuros de juros, já que o dólar mais alto significa pressão adicional sobre a inflação. A taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 subiu a 8,98%, ante os 8,95% vistos na sessão de terça-feira.
Fonte: Clipping
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