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Bovespa sobe 0,08% e fecha aos 55.092,31 pontos

09 de abril de 2013 3 min de leitura
No mês, o Ibovespa acumula perda de 2,24% e, no ano, de 9,61%

Depois de um dia todo de perdas firmes, o Ibovespa acabou sucumbido à melhora das bolsas norte-americanas. No finalzinho da sessão, com a diminuição das quedas das ações de OGX, o Ibovespa virou e conseguiu se sustentar assim até fechar. Vale, que chegou a titubear em baixa, também retomou o azul e ajudou a segurar o índice. Petrobras, no entanto, continuou em queda.

A Bolsa doméstica terminou o pregão em alta de 0,08%, aos 55.092,31 pontos. Na mínima, registrou 54.333 pontos (-1,30%) e, na máxima, 55.136 pontos (+0,16%). No mês, acumula perda de 2,24% e, no ano, de 9,61%. O giro financeiro totalizou R$ 6,308 bilhões.

As perdas encontraram novamente nas ações do Grupo X seu principal destaque. OGX chegou a valer R$ 1,48 no pior momento do dia. Mas acabou melhorando após notícia veiculada na imprensa nacional de que o governo ajudaria as empresas de Eike Batista. As ações da OGX acabaram fechando com baixa de 1,75%, a R$ 1,68.

LLX ON, que perdeu 14,70% de seu valor na mínima, fechou em queda de 5,39%, a R$ 1,93, a maior do Ibovespa. Os papéis repercutiram notícia veiculada na imprensa de que o projeto do Superporto do Açu corre o risco de afundar por problemas com o estaqueamento do estaleiro, que teria começado a ruir. A empresa negou os rumores.

Vale, que operou no vermelho em alguns momentos do pregão, melhorou e conseguiu subir. A ON ficou 0,41% mais cara e a PNA, 0,31%. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, voltou a dizer ontem que o novo código de mineração está praticamente concluído. Segundo ele, ainda devem ocorrer reuniões hoje no Palácio do Planalto sobre o assunto. Gol PN subiu 3,50%, após detalhar o processo de IPO da sua controlada Smiles.

Câmbio

O dólar interrompeu ontem a rápida trajetória de queda das duas sessões anteriores, mas ainda assim fechou abaixo de R$ 2,00. Parte da alta se deve ao ajuste do mercado doméstico diante da não confirmação dos rumores de que o governo promoveria a desoneração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa ou captações de empresas brasileiras no exterior.

O dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,10%, a R$ 1,99. A máxima no intraday foi de R$ 1,9930 (+0,15%) e a mínima, de R$ 1,9790 (-0,45%), atingida logo na abertura da sessão. Às 16h45, o giro total à vista registrado na clearing de câmbio totalizava US$ 2,620 bilhões, sendo US$ 2,327 bilhões para liquidação em dois dias úteis.

No mesmo horário, o dólar futuro para maio de 2013 era negociado estável, a R$ 1,9955. A mínima foi de R$ 1,9865 (-0,45%) e a máxima, de R$ 2,0015 (+0,30%). O dólar pronto na BM&F fechou em alta de 0,14%, a R$ 1,9910.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (37.280 contratos) marcava 7,21%, de 7,19% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (205.070 contratos) apontava máxima de 7,81%, de 7,76% na sexta-feira. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (243.970 contratos) indicava 8,43%, também na máxima, de 8,40%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (115.625 contratos) marcava 9,11%, ante 9,10% na sexta-feira, e o DI para janeiro de 2021 (37.220 contratos) estava em 9,65%, ante 9,61% no ajuste.

Fonte : Jornal Cruzeiro DO Sul

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