Notícia
Crescimento dos emergentes não corresponde às expectativas
Copom segue avaliando que o ambiente externo permanece complexo ‘apesar de identificar a baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais’
O Comitê de Política Monetária (Copom) segue avaliando que o ambiente externo permanece complexo “apesar de identificar a baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais”, segundo a ata da reunião de fevereiro, divulgada pelo Banco Central. Para a diretoria da instituição, o ritmo das economias emergentes não corresponde às expectativas.
A ata manteve o trecho que afirma considerar que, desde a última reunião, os riscos para a estabilidade financeira global permaneceram elevados, “em particular, os derivados de mudanças na inclinação da curva de juros em importantes economias maduras”. O comitê aponta, ainda, que foram mantidas as perspectivas de atividade global mais intensa “ao longo do horizonte relevante para a política monetária”.
“De fato, há avanços nas economias maduras, inclusive em países da Área do Euro, não obstante, de modo geral, permanecer e prevalecer cenário de restrição fiscal neste e nos próximos anos”, repete o documento. “Já em importantes economias emergentes, o ritmo de atividade não tem correspondido às expectativas, em que pese a resiliência da demanda doméstica.”
PIB. O Banco Central continua avaliando que o cenário crescimento global e a depreciação do real tornam mais favorável a expansão da economia brasileira. O documento também repetiu que o setor de serviços tenderia a crescer a taxas inferiores às observadas em anos anteriores, com perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria e da agropecuária.
O BC mantém a avaliação de que seria plausível afirmar que esse cenário se traduzirá numa alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia e em ganhos de produtividade. Mas o Copom repetiu a ressalva de que a velocidade de materialização dessas mudanças e dos ganhos delas decorrentes depende ainda do fortalecimento da confiança de famílias e empresas.
FONTE: ESTADÃO
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