Pular para o conteúdo
Referência Gestão e Risco
← Notícias

Notícia

Deficit nas contas externas atinge recorde de US$ 8,1 bi em outubro

24 de novembro de 2014 3 min de leitura

A piora na balança comercial brasileira foi um dos principais fatores que levou o Brasil a registrar deficit recorde de US$ 8,1 bilhões nas suas transações de bens e serviços com o exterior em outubro. O resultado negativo ficou acima dos US$ 6,6 bilhões previstos pelo Banco Central.

De acordo com a instituição, a diferença entre os dois números é explicada, em grande parte, pelo resultado pior que o esperado para a balança comercial. No mês passado, as importações superaram as exportações em US$ 1,18 bilhão.

Para novembro, o BC projeta deficit de US$ 8 bilhões nas transações correntes, pior resultado para esse mês do ano da série histórica que tem início em 1947.

Se a projeção para novembro se confirmar, o resultado acumulado do ano passará de US$ 70,7 bilhões até outubro para US$ 78,7 bilhões. O número está bem próximo da previsão do BC para todo o ano de 2014, que é de US$ 80 bilhões.

No acumulado em 12 meses, o déficit externo equivale a 3,73% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior desde fevereiro de 2002 (3,94% do PIB).

O IED (Investimento Estrangeiro Direto) ficou em US$ 5 bilhões no mês passado, pouco abaixo do registrado no mesmo período de 2013, mas acima dos US$ 4 bilhões esperados pelo BC para o mês. No acumulamos em 12 meses, está em US$ 66 bilhões (2,74% do PIB). A estimativa para novembro é de US$ 4 bilhões.

“Temos um quadro de financiamento que se mantém em condições favoráveis. A maior parte segue sendo IED, que significa ingresso de recursos que tendem a gerar mais produção, mais renda e mais impostos”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

VIAGENS

Outros fatores têm contribuído para evitar um resultado negativo ainda maior nas transações correntes. O deficit com serviços, por exemplo, cresceu 1,4% neste ano até outubro. No mesmo período do ano passado, o ritmo de crescimento era de 15%. Essa desaceleração também está ligada ao comércio exterior, que reduziu os gastos do país com transportes.

Outra despesa com serviços que desacelerou são os gastos com viagens, que recuaram 11% em outubro em relação a setembro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 7%. Essa é a primeira queda na comparação com o mesmo período do ano passado desde março, quando houve recuo de 1%.

As despesas somaram US$ 2,12 bilhões. É o menor valor mensal desde junho deste ano (US$ 2,00 bilhões) e o resultado mais baixo para meses de outubro desde 2012 (US$ 2,09 bilhões).

Nos dez primeiros meses de 2014, os gastos somam valor recorde de US$ 21,8 bilhões, acima do verificado no mesmo período de 2013 (US$ 20,9 bilhões).

“O dólar nesses três meses encareceu cerca de 15% e isso tende a influenciar essa conta, que é sensível ao custo da moeda estrangeira”, afirmou Maciel.

Dados parciais para novembro indicam nova queda, também influenciada pela variação do dólar nos últimos meses, segundo Maciel.

Ele afirmou ainda que o ritmo de crescimento econômico menor do Brasil se refletiu nas remessas de lucros e dividendos, que caíram, contribuindo também para evitar um deficit externo mais elevado em 2014.

FONTE:  EDUARDO CUCOLO  FOLHA DE SÃO PAULO

Ficou com alguma dúvida sobre o tema?

Leia também

Notícia

Workshop 2024

No início de 2024 foram realizadas 3 edições do workshop com foco na Nota Técnica SEI nº 296/2023/MP e Relatório Governança TCE.

Ler mais
Notícia

Treinamento PI 2024

Nos dias 06 e 07 de Novembro de 2023, com mais de 200 participantes, foi realizado o treinamento da PI e DPIN 2024.

Ler mais