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Desemprego sobe para 7,5%, acima de previsões e o maior nível desde 2010
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país subiu acima das expectativas e foi a 7,5% em julho. Trata-se do sétimo avanço consecutivo e o maior patamar registrado desde março de 2010, que era de 7,6%. Para meses de julho, é a maior taxa desde 2009 (8%).
O aumento foi de 2,6 pontos percentuais na comparação com os 4,9% verificados no mesmo mês de 2014, indicando rápida deterioração do mercado de trabalho. Em junho, a taxa estava em 6,9%, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo IBGE.
O centro das previsões (mediana) de 28 economistas consultados pela agência internacional Bloomberg era de uma taxa de desemprego de 7% em julho.
O desemprego cresce pela combinação de demissões na maioria dos setores da economia e o retorno ao mercado de trabalho de pessoas que tinham deixado de procurar emprego nos últimos anos.
Além disso, o aumento da taxa nas seis principais regiões metropolitanas do país veio acompanhada do aumento da informalidade e de atividades autônomas, sem a proteção da legislação trabalhista.
As informações fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que é realizada em seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).
O número de desempregados nas seis regiões metropolitanas chegou a 1,8 milhão de pessoas, um crescimento de 56% em comparação a julho de 2014, o maior aumento da série histórica do IBGE (veja mais abaixo).
É importante lembrar que só é considerado desempregado pelo IBGE quem tinha efetivamente buscado emprego nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa do instituto.
Em julho, a população economicamente ativa —pessoas com 10 anos ou mais de idade empregadas ou procurando emprego— aumentou em 456 mil pessoas na comparação ao mesmo mês do ano passado, um crescimento de 1,9%, para 24,6 milhões de pessoas.
Esse novo contingente é formado sobretudo por jovens que optaram por se dedicar aos estudos no passado, apoiados no aumento da renda dos chefes de família. Eles chegam agora ao mercado para complementar a renda da família.
Isso porque, com o avanço da inflação e a crise econômica, o rendimento real (que já desconta a inflação) dos trabalhadores teve queda de 2,4% em julho (R$ 2.170,70) na comparação ao mesmo mês do ano passado (R$ 2.223,87).
Ao mesmo tempo, postos de trabalho estão sendo fechados. Em julho, a população ocupada encolheu em 206 mil pessoas nas regiões metropolitanas frente ao mesmo mês do ano passado. O corte representa redução de 0,9%, para 22,7 milhões de pessoas.
Com isso, o número de desempregados teve um aumento de 56% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, o maior da série histórica. Trata-se de um incremento de 662 mil pessoas, para 1,84 milhão.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
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