Pular para o conteúdo
Referência Gestão e Risco
← Notícias

Notícia

Dilma ouve trio de conselheiros às vésperas da reunião do Copom

09 de abril de 2013 3 min de leitura

Na semana que antecede a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que define a taxa básica de juros da economia, a presidente Dilma almoçou ontem com três conselheiros econômicos no Palácio da Alvorada: Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo e Yoshiaki Nakano.

Acompanhados do ministro Guido Mantega (Fazenda), único nome que constava da agenda oficial ontem pela manhã, os economistas ficaram cerca de três horas discutindo com a presidente a “conjuntura econômica” brasileira e mundial.

Nenhum deles quis falar depois do encontro, mas a Folha apurou que, no cardápio do almoço, constavam temas como o ritmo de crescimento da economia, as pressões inflacionárias e a taxa de retorno dos investimentos do pacote de concessões de rodovias e ferrovias.

Na semana passada, dois dos convidados da presidente -Delfim Netto e Yoshiaki Nakano- recomendaram, durante seminário, que o governo reduza seus gastos para ajudar no controle da inflação e impulsionar os investimentos do setor privado.

“A alternativa ao aumento de juros é a política fiscal. Se há excesso de demanda, tem que cortar a demanda pública e não a privada”, afirmou o ex-ministro, conselheiro econômico tanto de Dilma como do ex-presidente Lula.

Nakano, ex-secretário da Fazenda do governo de São Paulo, defendeu no seminário que só com a redução dos gastos públicos é possível “abrir espaço” para os investimentos.
gastos do governo

Internamente, o governo tem discutido como ficará seu Orçamento em 2013, aprovado pelo Congresso apenas neste ano. Normalmente, o governo divulga um decreto bloqueando parte dos gastos para garantir o cumprimento de sua meta de superávit primário. Oficialmente, ela é de 3,1% do PIB, mas o governo já sinalizou que vai reduzi-la para 2,4%.

Os três economistas, em conversas públicas ou reservadas, têm defendido a postura do Banco Central de agir com “cautela” na condução da política monetária, o que muitos analistas estavam lendo como um recado de que o aumento de juros ficaria para a reunião do Copom de maio, e não na deste mês.

Só que, depois das declarações da presidente Dilma na África do Sul, na semana retrasada, de que era contra medidas de combate à inflação que prejudiquem o crescimento, cresceram as apostas de que o BC pode antecipar uma alta dos juros para recuperar sua credibilidade.

Delfim avaliou, recentemente, que o melhor seria o BC deixar uma decisão para a reunião do próximo mês. “Acredito que haverá um quadro mais claro lá para o final de maio. Se os juros tiverem de subir, paciência. Eles subirão e não haverá problema nenhum”, disse.

Durante o almoço de Dilma com seus conselheiros, foi feita a avaliação de que o país tem condições de crescer entre 3% e 3,5% neste ano e que a inflação tende a recuar nos próximos meses.

A reunião do Copom para decidir se muda ou não a taxa de juros, hoje de 7,25% ao ano, acontece na próxima semana, nos dias 16 e 17.

Ficou com alguma dúvida sobre o tema?

Leia também

Notícia

Workshop 2024

No início de 2024 foram realizadas 3 edições do workshop com foco na Nota Técnica SEI nº 296/2023/MP e Relatório Governança TCE.

Ler mais
Notícia

Treinamento PI 2024

Nos dias 06 e 07 de Novembro de 2023, com mais de 200 participantes, foi realizado o treinamento da PI e DPIN 2024.

Ler mais