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Dólar cai quase 2% sem BC; Bolsa sobe 1,54%, para maior nível em 10 meses
A alta das commodities e o dólar mais fraco sustentaram o bom humor nos mercados globais nesta terça-feira (19).
No campo doméstico, a falta de atuação do Banco Central no mercado de câmbio contribuiu para que o dólar comercial recuasse quase 2%, para o patamar de R$ 3,52.
O Ibovespa subiu 1,54%, alcançando a maior pontuação em quase dez meses, impulsionado pelas ações de Vale, Petrobras e siderúrgicas.
O cenário político continua no radar dos investidores, que aguardam o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado e indicações sobre como seria o governo sob comando do atual vice-presidente Michel Temer.
Mas o que guiou os negócios nesta sessão foi o cenário externo. “O mercado doméstico hoje se movimentou no seu ritmo normal, com base em fundamentos e sem especulações, uma vez que o impeachment já está precificado”, comenta o operador de uma corretora paulista.
A moeda americana caiu frente às principais moedas globais, em meio à valorização das matérias-primas. No Brasil, o dólar comercial fechou em queda de 1,91%, a R$ 3,5290; o dólar à vista terminou em baixa de 0,70%, cotado a R$ 3,5436.
Pela primeira vez em quase duas semanas, o Banco Central não realizou nesta sessão leilão de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de dólar pela autoridade monetária.
Segundo analistas, o BC pode voltar a atuar no mercado de câmbio se o dólar cair novamente para próximo de R$ 3,50. A intenção da autoridade monetária, com os leilões de swap cambial reverso, é reduzir sua posição vendida na moeda americana, além de controlar o excesso de volatilidade no câmbio.
Fonte: Folha de São Paulo
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