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Dólar renova máxima em mais de quatro anos ante real
O dólar mantém uma firme trajetória de alta ante o real nesta terça-feira, chegando a bater R$ 2,162, nova máxima intradia em mais de quatro anos. Mais uma vez, a valorização aqui ocorre em sintonia com um viés global de alta da moeda americana, conforme investidores colocam no preço a probabilidade de o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) começar a reduzir as injeções de liquidez, o que tem provocado um maciço redirecionamento de fluxos de emergentes para os Treasuries, refletindo-se na alta dos yields dos títulos públicos americanos.
As atenções do mercado agora se voltam para a possibilidade de o Banco Central (BC) novamente atuar no câmbio, como fez ontem, quando anunciou dois leilões de swap cambial tradicional pela primeira vez neste ano, numa tentativa de conter a escalada da moeda. As operações conseguiram apenas aliviar as ordens de compras, e o dólar fechou com firme alta de 0,70%, a R$ 2,148.
Às 9h16, o dólar negociado no mercado interbancário subia 0,65%, a R$ 2,162, máxima desde 4 de maio de 2009, quando chegou a ser cotado a R$ 2,172. No mercado futuro, o dólar para julho avançava 0,60%, a R$ 2,1685.
Lá fora, o dólar tinha expressiva alta em relação às moedas da Austrália e da Nova Zelândia, com valorização acima de 1%, e também subia ante o peso mexicano e a divisa da África do Sul. Esses países foram, junto com o Brasil, alguns dos principais destinos dos intensos fluxos de capitais oriundos da expansinonista política monetária americana, cenário que pode ser revertido até o fim do ano à medida que os Estados Unidos dão sinais de uma recuperação sustentável.
Fonte : Valor EconÔnico
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