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Economia brasileira avançou 0,40% em novembro, diz Banco Central
BRASÍLIA – A economia brasileira cresceu 0,4% em novembro, de acordo com o indicador prévio calculado pelo Banco Central. A expectativa do mercado financeiro era que o chamado IBC-Br fosse mais baixo. Mesmo com o número que representa um crescimento pelo segundo mês consecutivo, o nível está bem abaixo do esperado pelo governo que apostava numa reativação mais forte da atividade no último trimestre.
Nos últimos 12 meses, o país registrou um crescimento de 1,32%. Para o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito, a estimativa é de uma expansão de 0,7% em dezembro. Se seu número se confirmar, o país encerrou o ano com uma velocidade de crescimento de apenas 2,8%.
– Os dados do fim do ano não tendem a ser fortes o suficiente para conseguir crescer num ritmo de 4% anualizado como queriam o Ministério da Fazenda e o BC – lembrou o economista. – Isso confirma que não existe espaço para uma nova alta dos juros.
Hoje, na hora de definir se manterá ou não a taxa básica (Selic) em 7,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) olhará para o IBC-Br. Esse indicador foi criado justamente para auxiliar a diretoria nas decisões de política monetária porque o IBGE demora o dobro do tempo para divulgar os dados do crescimento.
Para Perfeito, apesar de a inflação estar pressionada nesse início de ano e com perspectivas ruins por causa do aumento da gasolina e das mensalidades escolares, o BC deve manter os juros. O foco dos economistas deve se voltar para a publicação da ata, daqui uma semana, para entender a visão da autarquia sobre os desdobramentos da política fiscal do país e do aumento da gasolina.
O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária. Indicadores recentes vinham apontando que a economia brasileira enfrentou dificuldades no final do ano passado para concretizar a expectativa de uma recuperação efetiva.
Em novembro, a produção industrial — setor que mais vinha mostrando problemas com a crise mundial — caiu 0,6% frente a outubro, pressionada pela desaceleração na fabricação de automóveis e da indústria extrativa. Por sua vez, as vendas no varejo desaceleraram em novembro ao avançarem 0,3% sobre outubro, quando a alta foi de 0,8%.
Segundo o IBGE, o PIB do país cresceu 0,6% no terceiro trimestre. E a mais recente pesquisa Focus do Banco Central mostrou que o mercado vê uma recuperação difícil da economia neste ano ao reduzir seguidamente a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tanto neste ano quanto no próximo. Para 2013, a expectativa é de expansão de 3,20%, acelerando para 3,60% em 2014.
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