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Economia global não será boa para América Latina
São Paulo – O economista colombiano José Antonio Ocampo, professor da Universidade de Columbia, acredita que, mesmo com o fim da crise financeira global, a economia internacional não voltará a ser favorável para a América Latina. “Esse tempo passou e por isso os países da região precisam pensar em uma nova estratégia de desenvolvimento”, afirmou durante o Fifth Latin American Advanced Programme on Rethinking Macro And Development Economics, que a Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP-FGV) realiza até sexta-feira em São Paulo.
Segundo ele, as economias latino-americanas deveriam apostar mais na integração regional do que nos mercados da América do Norte, Europa e Ásia. “Algumas questões continuarão sendo favoráveis, ainda haverá oportunidades de exportação de commodities com preços vantajosos, por exemplo, e o acesso a crédito internacional seguirá em expansão, mas é preciso que pensar em nossos mercados internos”.
Para Ocampo, o desenvolvimento social observado nos últimos anos viabiliza a adoção de uma nova estratégia de crescimento para a América Latina. “ visível a redução da desigualdade e a melhora das condições de trabalho e renda em países como Brasil e México. Isso cria mercados consumidores e gera inúmeras oportunidades econômicas”, disse.
Nesse contexto, ele defende uma política de reindustrialização regional. “A América Latina vai se desenvolver mais se conseguir avançar em uma indústria manufatureira e no oferecimento de serviços de alta tecnologia”, propôs. Segundo ele, os países devem promover esta reindustrialização baseada no mercado latino-americano, sem se fechar para o resto do mundo.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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