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Eduardo Guardia assume o Ministério da Fazenda

16 de abril de 2018 3 min de leitura

O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, assumiu o comando da pasta nesta quarta-feira (11/4) enfatizando que sua gestão será consolidada em três pilares: a disciplina fiscal – por meio da defesa da qualidade e da eficiência nos gastos públicos – o fortalecimento do mercado de capitais e dos investimentos, além de uma agenda de produtividade e eficiência para o país.

Em cerimônia de transmissão de cargo realizada nesta manhã, em Brasília, Guardia ressaltou também o caráter de continuidade de sua gestão: “O desafio é imenso. Mas a equipe do Ministério da Fazenda está unida e empenhada em continuar o trabalho começado há dois anos. Eu tenho a total convicção que entregaremos para a próxima equipe uma situação melhor do que a que encontramos, além de um Brasil mais justo e próspero”, destacou.

Em seu discurso, Guardia lembrou avanços cruciais alcançados pela equipe econômica, como a aprovação da Emenda Constitucional que estabeleceu o Teto de Gastos Públicos. “O teto permitiu que pudéssemos enfrentar efetivamente o cerne do problema que resultou na crise econômica dos últimos anos. Não existe solução consistente e duradoura para o país que não seja o caminho do reequilíbrio das contas públicas”, defendeu.

Guardia reiterou a importância da aprovação da Reforma da Previdência, cuja tramitação iniciada é, para ele, condição indispensável para preservação  dos ganhos obtidos até o momento, como inflação e  juros baixos . “Trata-se de uma discussão imprescindível para o país”.

Diante disso, o novo ministro destacou a importância do diálogo com o Congresso Nacional para a aprovação de projetos que possam estimular  investimentos privados e promover  a retomada de confiança na nossa economia em um curto espaço de tempo

O agora ex-ministro Henrique Meirelles, que assumiu o cargo em maio de 2016, lembrou o desafio enfrentado por sua gestão que assumiu a pasta após a pior recessão econômica da história, quando o país registrava seis trimestres consecutivos de retração, além de índices baixos de confiança.

Para Meirelles, a economia brasileira passou por transformações radicais, mas o governo tinha consciência que estava adotando a política econômica correta, capaz de restaurar a confiança das contas públicas e a capacidade de solvência do país no futuro.

Henrique Meirelles também lembrou a obtenção do PIB positivo de 1% em 2017, com  crescimento em praticamente todos os setores da economia no último trimestre do ano, após dois anos e meio de contração. “A recessão foi superada, o pais está crescendo e esse crescimento está disseminado pelos diversos setores da economia”, enfatizou.

“Daqui a cinco ou dez anos, quando olharmos para trás, vamos poder verificar que houve uma importante mudança na direção da economia brasileira. Não só saindo de uma recessão profunda e voltando a crescer, mas mudando a direção, não só das contas fiscais mas da capacidade do país de produzir mais e melhor, gerando mais renda, com mais emprego e menos pressões inflacionárias. O Brasil saiu, de fato, de uma longa crise para um longo ciclo de crescimento sustentado”, acrescentou.

Fonte: Ministério da Fazenda

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