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Fitch estima que necessidade de financiamento do Brasil vai superar 9% do PIB este ano
Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela agência de classificação de risco Fitch mostra que a necessidade de financiamento dos países América Latina deve ficar em 9% do PIB da região este ano, ou US$ 491 bilhões, segundo estimativa feita pela instituição. A maior parte desses recursos será utilizada para financiar os déficits orçamentários dessas economias e a menor parte será usada para rolagem de dívida. O relatório afirma que no Brasil a necessidade de financiamento vai superar 9% do PIB este ano.
De acordo com a Fitch, mais da metade dos países da região terão aumento nos déficits de seus orçamentos. Para a Ficth, Brasil e México, as duas maiores economias da região, terão a maior contribuição na deterioração fiscal da América Latina. A Fitch ressalta que a necessidade de financiamento poderá ultrapassar 9% do PIB na Argentina, Brasil, Costa Rica e México. Esses países, segundo a agência, enfrentam aumento dos déficits.
O crescimento econômico mais lento e as pressões para maiores gastos do governo, especialmente num ano eleitoral, são os principais riscos para a deterioração das contas públicas da região. Eleições presidenciais e legislativas serão realizadas em sete países da região, o que pode levar a aumento da despesa pública em 2014.
Países como Bolívia , Chile, Guatemala, Paraguai, Peru e Uruguai terão necessidades de financiamento de menos da metade da média do crescimento econômico da região, que é de 6,1%.
De acordo com a agência, as perspectivas de crescimento econômico na região e do aumento das receitas poderiam ser prejudicada por uma novo recuo da economia dos EUA, uma desaceleração mais rápida do que o esperado na China e os preços mais baixos das commodities.
“Países exportadores de commodities com uma gestão fiscal mais eficiente terão menos necessidades de financiamento este ano”, afirmou Shelly Shetty, chefe para a América Latina da Fitch.
Fitch prevê que a oferta de títulos públicos externos cairá para US$ 17,3 bilhões em 2014, US$ 6,8 bilhões menor do que em 2013, com condições menos favoráveis de financiamento no exterior.
“Enquanto os países com grau de investimento estão melhor posicionados para enfrentar uma mudança nas condições de liquidez internacionais, particularmente a América Central e o Caribe, estão mais vulneráveis a mudanças no sentimento do mercado e dos fluxos de capital com a mudança de política monetária nos EUA, com a redução dos estímulos econômicos”, afirmou Cesar Arias, diretor-associado para América Latina da Fitch.
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