Pular para o conteúdo
Referência Gestão e Risco
← Notícias

Notícia

Fundos assumem 65% da Unidas

11 de junho de 2013 3 min de leitura

Por pouco menos de R$ 1.500, ou R$ 0,01 por lote de mil ações, os fundos que compram participações em empresas (private equity) das gestoras Gávea, Kinea e Vinci assumiram a maioria do capital da locadora de veículos Unidas. Com o negócio, as firmas passaram a deter, em conjunto, 65,25% da companhia.

As gestoras entraram no capital da Unidas há dois anos, quando pagaram R$ 300 milhões por 47,2% da empresa. O grupo português SAG, que não participou da rodada de aumento de capital aprovada na semana passada, teve a participação diluída de 52,7% para 34,75%.

Após a mudança societária, a Unidas se prepara para realizar uma oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo semestre deste ano, conforme apurou o Valor. Procurada, a empresa informou que está em período de silêncio. As gestoras também não comentaram o assunto.

A Unidas tem um histórico de dificuldades financeiras. Adquirida pelo investidor Marcus Elias nos anos 90 por R$ 1, a empresa foi vendida em 2001 ao grupo SAG, que imprimiu um forte ritmo de expansão. O plano original da empresa já era abrir o capital na bolsa, mas a operação não foi adiante em razão do agravamento da crise financeira de 2008.

Endividada, a Unidas sofreu ainda com a redução nos preços dos veículos seminovos que compõem a frota, em meio à redução do IPI sobre veículos novos promovida na época pelo governo. Foi só após o aporte dos fundos que a companhia conseguiu renegociar o passivo a taxas menores e crescer.

No contrato que fechou o aporte das gestoras de private equity em 2011, o valor do negócio e a composição acionária final dependeriam do desempenho da companhia, conforme apurou o Valor. Esse processo, relativamente comum no mercado, é conhecido como “earn out” e costuma ser usado quando não há um acordo sobre o valor justo do ativo na época do negócio. Também pode ser usado como uma forma de incentivo quando os vendedores permanecem na gestão da empresa.

Pelo acordo, cada acionista ganhou um bônus que dava direito a comprar ações da companhia por R$ 0,01 depois de dois anos. Os detalhes sobre as cláusulas de desempenho não são conhecidos, mas os resultados aparentemente penderam a favor dos fundos, que exerceram o bônus e adquiriram 147,471 milhões de novas ações, por um valor total de R$ 1.474,71. Os bônus que SAG detinha contra a companhia foram cancelados.

A locadora de veículos fechou o ano passado com lucro ajustado de R$ 34,5 milhões e receita líquida consolidada de R$ 671 milhões. A dívida voltou a crescer após a aquisição da Best Fleet, empresa de terceirização de frota especializada no segmento corporativo, em janeiro deste ano, mas se mantém em patamares inferiores ao da entrada dos fundos na companhia.

Fonte : Valor EconÔnico

Ficou com alguma dúvida sobre o tema?

Leia também

Notícia

Workshop 2024

No início de 2024 foram realizadas 3 edições do workshop com foco na Nota Técnica SEI nº 296/2023/MP e Relatório Governança TCE.

Ler mais
Notícia

Treinamento PI 2024

Nos dias 06 e 07 de Novembro de 2023, com mais de 200 participantes, foi realizado o treinamento da PI e DPIN 2024.

Ler mais