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Queda forte de juros traz mais riscos à renda fixa
Um ano de queda dos juros trouxe volatilidade ao universo até então bem comportado dos fundos de renda fixa, cujos rendimentos passaram a oscilar tanto quanto os arriscados fundos multimercados. Desde que o Banco Central surpreendeu os mercados em agosto de 2011 com um corte na taxa básica de 0,5 ponto percentual, um novo padrão passou a reger a renda fixa.
Fundos dessa categoria que acompanham índices passaram a se mover como a renda variável – e ofereceram retornos acumulados bem acima da média. No ano, eles alcançam 13,72%, muito acima do CDI, de 5,71%, e só perdem para os fundos de dividendos, com ganhos de 15,1%. A performance, porém, mudou no meio do caminho e já em junho fecharam com perda de 0,08%.
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1. Um novo padrão de volatilidade na renda fixa
O Tesouro Direto também não escapou dos solavancos provocados pela reacomodação dos juros, especialmente os títulos que pagam a variação do IPCA mais taxa de juro prefixada (NTN-Bs). O papel com vencimento em 2015, por exemplo, oferecia há 12 meses um juro real embutido de quase 6%. Ontem, estava em 3,20%.
Estudo de Marcelo d’Agosto, autor do blog “O Consultor Financeiro”, do site do Valor, mostra que a volatilidade dos fundos de renda fixa – que mede desvios para cima ou para baixo na rentabilidade média – triplicou desde junho de 2011, de 0,5% para 1,54%. Para os chamados renda fixa “ativos”, que inclui a categoria índices, o aumento é ainda maior: de 1,2% para 4,1% em um ano.
O consenso entre analistas é que variações elevadas e retornos encorpados não devem se repetir. Um dos motivos é que a maior parte do ajuste ao novo patamar de juros já foi feito. Segundo d’Agosto, a situação brasileira é que se distanciava da realidade da maioria dos países. De agora em diante, sem riscos não existirão ganhos.
Valor Econômico Por Alessandra Bellotto e Flavia Lima
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